top of page
  • Instagram

Seresta do Rasta ganha força e consolida mistura de arrocha e reggae na música baiana

sitetvftc
18 de ago.
3 min de leitura

Projeto liderado pelo cantor e produtor Eduardo Mascarenhas aposta na fusão de ritmos e se destaca na nova fase do arrocha

A mistura entre o romantismo da seresta, a força do arrocha e a atmosfera do reggae encontrou espaço na música baiana e ganhou um nome que vem chamando atenção: Seresta do Rasta. Criado pelo cantor e produtor musical Eduardo Mascarenhas, conhecido artisticamente como Rasta, o projeto surgiu como uma proposta de renovar a sonoridade do arrocha sem deixar de lado as referências que marcaram sua trajetória.

Natural de Feira de Santana, na Bahia, Eduardo, hoje aos 37 anos, construiu sua carreira inicialmente à frente da banda Furacão Hit, projeto que criou ao lado da esposa. A experiência como cantor, produtor e compositor ajudou o artista a desenvolver uma identidade própria, especialmente dentro da cena independente do arrocha.

Antes da criação da Seresta do Rasta, o músico já havia conquistado projeção com canções como “My Baby” e “Capitão de Areia”, lançadas em 2018. Os trabalhos chegaram a despertar o interesse de nomes conhecidos da música brasileira, entre eles Zé Felipe e Naiara Azevedo.




Uma ideia que nasceu de forma inesperada

A concepção da Seresta do Rasta surgiu em 2024, a partir de uma situação cotidiana. Durante um treino na academia, Eduardo escutava uma playlist de reggae quando uma música do cantor marfinense Alpha Blondy despertou uma ideia.

A partir daquele momento, o produtor começou a imaginar como seria transportar elementos do reggae para dentro da linguagem da seresta e do arrocha. A inspiração acabou levando o artista diretamente para o estúdio, onde começou a experimentar a nova sonoridade.

O resultado foi um projeto que combina batidas e melodias características do arrocha com elementos do reggae, criando uma identidade musical própria e facilmente reconhecível.

Para Rasta, o desafio agora vai além de conquistar audiência. A missão é manter a capacidade de inovar em um mercado que passa por constantes transformações.

A Seresta do Rasta surge, assim, em meio a uma nova movimentação dentro do arrocha baiano, marcada pela mistura de estilos, pela força das plataformas digitais e pelo surgimento de projetos que procuram ampliar os limites do gênero.


Projeto também aposta no visual


Além da música, a proposta do artista ganhou uma vertente voltada para a experiência visual. Entre os projetos desenvolvidos está o Luau do Rasta, pensado para apresentar uma atmosfera mais leve e intimista.

A iniciativa utiliza cenários inspirados na natureza e elementos associados à cultura reggae, aproximando a identidade visual da proposta musical do cantor.

A ideia é criar uma experiência diferente da tradicional estrutura de shows de arrocha, explorando ambientes, cenários e uma estética que dialogue diretamente com o conceito do projeto.


Parcerias ampliam alcance da Seresta do Rasta


A expansão do projeto também passa pelas colaborações com outros artistas. Uma das parcerias de destaque aconteceu com Tierry, dentro do projeto “Seresta do Pai das Crianças”.

O trabalho reuniu cinco faixas e contou ainda com participações de Eskine, conhecido pelo projeto Resenha do Arrocha, e Erick Woods. Entre as músicas está “Tadala”, que ganhou repercussão nas redes sociais e ajudou a levar a sonoridade da Seresta do Rasta para um público ainda maior.

A aproximação com Tierry também abriu espaço para novos trabalhos. O relacionamento artístico entre os dois músicos vem sendo apontado como uma das possibilidades para futuras produções.

Rasta também já sinalizou interesse em uma colaboração com Eskine, inclusive com a possibilidade de explorar novamente uma sonoridade próxima do reggae.


Novos lançamentos no radar


Outro projeto que chama atenção é a preparação de um trabalho com dez músicas inéditas. A proposta envolve composições de Tierry, conhecido no meio musical como “TieHit”, para serem gravadas pela Seresta do Rasta.

A parceria representa uma nova etapa na carreira de Eduardo Mascarenhas e reforça a estratégia de aproximar diferentes nomes do arrocha em torno de uma proposta musical que combina tradição e inovação.

Com o crescimento do projeto, a Seresta do Rasta busca transformar o sucesso inicial em uma trajetória duradoura. A aposta está justamente na capacidade de atualizar o arrocha, incorporar novas influências e, ao mesmo tempo, preservar a conexão com o público que acompanha a música popular baiana.

Entre seresta, arrocha e reggae, Rasta encontrou uma fórmula própria e a proposta é fazer dessa mistura não apenas uma tendência passageira, mas uma identidade musical cada vez mais consolidada na Bahia.


Autor: Carlos Augusto

 
 
 

Comentários


Quer participar também? Envie seu e-mail

Obrigado pelo envio!

bottom of page