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Futebol muda as regras para fim do antijogo

Juan Souza
18 de ago.
2 min de leitura

Novas medidas aumentam a pressão sobre jogadores e goleiros, limitam a abordagem ao árbitro e ampliam o uso da tecnologia para deixar as partidas mais rápidas e transparentes


Por: Juan Souza


O futebol está prestes a entrar em uma nova fase. Depois das mudanças observadas nas competições mais recentes da FIFA, novas medidas passam a ganhar espaço nos campeonatos nacionais e prometem mexer diretamente com a rotina de jogadores, treinadores e árbitros.


A principal preocupação é uma das mais antigas do esporte: a cera. A intenção das novas regras é diminuir o tempo perdido durante as partidas, aumentar a bola rolando e tornar o jogo mais dinâmico.


Uma das mudanças que mais chama atenção está nos laterais. O jogador terá cinco segundos para fazer a cobrança depois de pegar a bola com as mãos. Se ultrapassar o limite, a posse passa para o adversário.


A cobrança de tiro de meta também terá um prazo mais rígido. Depois do apito do árbitro, o goleiro terá cinco segundos para colocar a bola em jogo. Se demorar além do permitido, o adversário será beneficiado com um escanteio.


As substituições também entram na mira. O jogador que deixar o campo deverá sair pelo ponto mais próximo e terá até dez segundos para fazê-lo. Caso ultrapasse esse tempo, o substituto precisará esperar um minuto antes de entrar.


Outra mudança importante envolve os atendimentos dentro de campo. O jogador que receber atendimento médico terá que permanecer fora por um minuto antes de poder retornar.


A regra também vale para os goleiros. Se o arqueiro pedir atendimento durante a partida, sua equipe terá que retirar um jogador de linha por um minuto depois que o jogo for reiniciado.


Reprodução: Globo
Reprodução: Globo

A medida busca evitar que atendimentos sejam utilizados de maneira estratégica para interromper o ritmo da partida ou segurar um resultado.


A famosa "rodinha" em torno do árbitro também está com os dias contados. Pela nova orientação, somente o capitão de cada equipe poderá se aproximar do árbitro para discutir decisões.


Jogadores que cercarem a arbitragem ou tentarem pressionar o juiz poderão ser punidos com cartão amarelo.


A ideia é diminuir as reclamações coletivas e tornar a comunicação em campo mais organizada.


O futebol também caminha para depender cada vez mais da tecnologia. O impedimento semi-automatizado e as bolas equipadas com sensores prometem acelerar as análises do VAR e ajudar a reduzir o tempo gasto nas revisões.


Outra novidade é a possibilidade de as decisões tomadas após a revisão do vídeo serem anunciadas no sistema de som dos estádios. A medida busca dar mais transparência às decisões e ajudar o torcedor a entender o que aconteceu durante a análise.


Uma das mudanças mais discutidas envolve os cartões. Lances que resultem em um segundo cartão amarelo, que consequentemente provoque a expulsão de um jogador, poderão ser analisados pelo VAR.


Foto: Rodrigo Buendia/AFP
Foto: Rodrigo Buendia/AFP

A intenção é permitir que erros claros sejam corrigidos antes que uma expulsão injusta tenha impacto definitivo na partida.


Com tantas mudanças, a partida deverá ficar mais dinâmica  com menos espaço para as ceras e o antijogo que busca apenas ganhar tempo. Jogadores, treinadores e árbitros terão que se adaptar a um cenário em que atrasos, reclamações e interrupções serão punidas com veemência.


 
 
 

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